A maioria dos pacientes portadores de perda auditiva, incluindo casos de perdas de grau severo, são beneficiados com o uso de aparelhos auditivos.

Porém, quando esses pacientes não possuem boa percepção do som e discriminação da fala com o uso das próteses auditivas, o uso do implante coclear pode ser uma alternativa para a reabilitação auditiva.

Diagrama do Implante Coclear

O que é Implante Coclear

O implante coclear é um dispositivo eletrônico composto por duas unidades (uma externa e uma interna) que visa restaurar a função auditiva nos pacientes portadores de perda auditiva neurossensorial severa ou profunda que não se beneficiaram com o uso de próteses auditivas convencionais.

Quem pode usar Implante Coclear

Quem tem perda auditiva severa ou profunda

Possui nervos auditivos que funcionem

Não teve benefícios com aparelhos auditivos convencionais

Como funciona o Implante Coclear

Unidade Externa

A unidade externa do implante coclear é constituída de um processador de fala, uma antena transmissora e um microfone, sendo a parte do implante que fica aparente:


Unidade Externa do Implante Coclear

Unidade Interna

Já a unidade interna possui um feixe de eletrodos que é implantado cirurgicamente dentro do ouvido do paciente, mais especificamente na cóclea.

Esse feixe de eletrodos conecta-se a um receptor que ficará atrás da orelha implantado por baixo da pele. Esse receptor contém de um “chip” que converte os sons em impulsos elétricos, estimulando diretamente as fibras no nervo auditivo. Essa estimulação é percebida pelo nosso cérebro como som:

Unidade Interna do Implante Coclear

Critérios para a indicação do implante coclear segundo a Fundação Otorrinolaringologia (FORL):

Critérios para seleção de candidatos adultos

  • Maior de 18 anos
  • Perda auditiva neurossensorial profunda bilateral
  • Mínimo benefício com o uso de prótese auditiva convencional definido como discriminação menor que 30% em Testes de reconhecimento de sentenças em apresentação aberta, com a melhor amplificação auditiva possível
  • Treinamento prévio com fonoaudiólogas para desenvolvimento de percepção da fala, produção de voz e Leitura labial
  • Ausência de contra indicações médicas

Critérios para crianças de 12-24 meses

  • Perda auditiva neurossensorial bilateral profunda
  • Dificuldade no desenvolvimento de habilidade audiológica, definido como pouco ou nenhum benefício com o Uso de amplificação sonora após reabilitação por 3-6meses
  • Compromisso com o programa para desenvolvimento de linguagem, motivação familiar paea aderir ao programa

Critérios para crianças de 2 a 17 anos

  • Índice de reconhecimento de fala menor que 30% com a melhor Amplificação possível com prótese convencional
  • Compromisso com terapia fonoaudiológica
  • Ausência de contra indicação médica

Referências

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